E isso:
Travis – Hit me baby one more time – 2006
É uma releitura disso:
Britney Spears – Hit me baby one more time -1998
E isso:
Travis – Hit me baby one more time – 2006
É uma releitura disso:
Britney Spears – Hit me baby one more time -1998
Estou estreando aqui no meu blog uma seqüência de postagens chamada ‘Releituras’. Irei listar aqui algumas obras audivisuais que são releituras de alguma outra obra que já existia antes de sua confecção. A cada quarta-feira uma nova releitura será publicada. Fique atento !
E vamos a nossa primeira releitura:
Isso:
Jessica Simpson – You spin me round – 2006
É uma releitura disso:
Dead or Alive – You spin me round (like a record) – 1985
Na próxima quarta-feira (16/05) mais uma releitura será publicada aqui.
Esse simples vídeo feito pela Alanis Morissette me fez sair da inércia e voltar a blogosfera. O mercado fonográfico estadunidense está repleto de uma vertente black-music-amelódica-hip-hop-rap que atingiu até os artistas mais desprovidos de melanina como Justin Timberlake.
Umas músicas macarrônicas, incompreensíves e inassobiáveis (viva o neologismo) floreadas com clipes de requebrados sinuosos e anti-ergonômicos. Sem contar nas exibições de luxúria e riqueza dos rappers que colaboram com samples na música ou apenas ficam gesticulando no vídeo fazendo uma pose de uma mistura de gangster com Don Juan.
Mas vamos ao tal vídeo:
Hm, não reconheceu a música ? Prestou atenção na letra ? Independente da resposta, eis a música original executada pelos seus intérpretes originais:
Sim, Alanis gravou ‘My Humps‘ do Black Eyed Peas. Como o vídeo é bem fresco, ainda não teve repercussão, não sei dizer muito a respeito de como/quando/etc. Mas certamente não deve sair em algum álbum pois é uma sátira muito bem feita pela Morissette a essa linhagem black-music-amelódica-hip-hop-rap pois nos EUA praticamente não se vende mais nada que não seja desse estilo.
A letra da música na versão da Alanis ficou intocada. Só ganhou um arranjo típico da discografia da artista. Mas ouvir ‘My Humps‘ em outro compasso e sem um intenso estímulo dançante evidencia a banalidade da letra da música e a excessiva conotação sexual desse gingado que já foi hit nas paradas de sucesso. Marketing viral ou não, brincadeira inocente ou não, ainda assim me parece um testemunho artístico que clama ‘ei, essa música que vocês estão fazendo é péssima‘. Duvida ? Leia você mesmo a tradução da música para o português. Alanis não poderia ter escolhido outra música melhor. A sátira não está só no arranjo da roupa mas também nos gestos, coreografias e figurino de ‘menina má’ que Morissette apresenta no vídeo: mistura tão incompatível com o estilo da intérprete que por si só é risível para quem a conhece.
E essa queixa da Alanis Morissette não fica da cintura para cima do nosso planeta. Cá em terras brasileiras Tom Zé intrigado com essa juventude que ouve algo que talvez seja música mas certamente não é canção resolveu então fazer um álbum de acordo com esses preceitos. O resultado é o disco Danc – Êh – Sá, com músicas de batidas fortes e vocais de palavras sem sentido. Como disse Chico Buarque apud Tom Zé no ‘Programa do Jô’ (entrevista incompleta), ‘a canção morreu’: é o fim da melodia.
Mas há sim algumas coisas boas para se tirar do baú black-music-amelódica-hip-hop-rap. Aponto unicamente – por falta de lembrança de outros exemplos – a música She’s a man eater da Nelly Furtado (veja a letra e a tradução). Não tenho técnica musical o suficiente para argumentar o por que da escolha, mas suspeito da boa qualidade do backing vocal e da letra que é um bem humorado resgate de tema da música quase homônima e clássica dos anos 80 gravada pelos Hall & Oats (veja a letra). Música essa que reside na categoria ‘aquelas que todo mundo conhece e ninguém sabe o nome‘.
Por hoje é só pessoal.