Palestra em Porto Alegre: dia 13/04/07

Aloha,

Faço um convite a toda comunidade que estiver no FISL 8.0 a assistir a minha apresentação (juntamente com o Leonardo Amaral e Daniervelin Renata) sobre o projeto TextoLivre – www.textolivre.org

Esse projeto oriundo da UFMG (com participação da USP e futuramente mais universidades), coloca o Software Livre nas atividades acadêmicas. É em essência um projeto de documentação onde as comunidades de distribuições Linux, outros sistemas ou Softwares Livres solicitam ao projeto Texto Livre que documentações, programas e outros materiais textuais sejam revisados, traduzidos ou testados pelos alunos ligados ao projeto. Estão atuando ou já atuaram no projeto alunos do curso de Letras, Biblioteconomia e Ciência da Computação, expansível a outros cursos também.

Se a sua distribuição favorita está carecendo de uma revisada na documentação ou seu software livre favorito não está apenas em português, o Texto Livre está oferecendo peopleware, mão-de-obra acadêmica para a produção destes textos com qualidade em Software Livre.

O projeto é uma via de mão dupla: é por a produção acadêmica a serviço da sociedade, a disposição do Software Livre e da inclusão digital como também capacitar os alunos engajados no projeto para o uso do Software Livre em suas pesquisas e cotidiano.

Irei falar sobre minha atuação no projeto como coordenador de marketing, responsável pelo contato entre a comunidade de Software Livre e a cadeia produtiva do projeto. Também falarei bastante sobre minha experiência em falar de Software Livre, propriedade intelectual e ethos do conhecimento livre para pessoas que não são da área de TI, protagonismo estudantil e apontar o Texto Livre como uma forma do conhecimento acadêmico sair dos muros da universidade.

A palestra sobre o projeto será feita no dia 13/04, as 18h na sala Haskell dentro do evento. Para quem não estiver em Porto Alegre e participando do evento, haverá transmissão ao vivo pelo site da TV Software Livre. Recomendo muito a palestra a professores, funcionários e alunos de universidades que pretendem incluir o Software Livre nas atividades acadêmicas.

O portal Under-linux.org abraçou a causa do Texto Livre desde o início e tem sido o principal vetor de nossas publicações. Além da palestra, contaremos com um grupo de usuário no evento juntamente com o portal Under-linux. Receberemos todos os interessados para uma boa conversa e até firmar acordos de cooperação entre a comunidade acadêmica e a comunidade.

Espero vocês lá !

Abraços,

Ayub

Ioutubi

Se você já foi meu aluno, certamente no primeiro dia de aula eu o ensinei de uma forma muito didática como pronunciar meu nome. O recurso que eu uso é a associação de palavras do inglês em que a fonética se assemelha de uma forma correta à pronúncia do meu nome.

Me chamo ‘Ayub‘ e a pronúncia se equivale a falar ‘I you be‘ em inglês. Funciona muito bem quando dou essa dica para quem tem algum grau de fluência nesse idioma, mas isso nem sempre acontece. Ao lerem meu nome por escrito já falaram aberrações como ‘Araújo‘ (ok, o Y confunde com o J) e ‘Ailton‘ (que até agora não entendo como alguém conseguiu ler isso). Mas confesso que meu nome não é simples, é propenso a cacófatos como ‘E aí, Ayub ?‘ que fazem as pessoas gaguejarem bonito.

O vídeo acima mostra uma senhora bastante esforçada e dedicada quando a pedem um favor. Foi pedido a ela que dissesse o endereço www.youtube.com. As tentativas dela de falar este endereço estão registradas no vídeo. Note que quando o rapaz que a orienta dá ênfase a uma certa sílaba, ela reproduz uma espécie de careta com os olhos ou a boca, nitidamente imitando o mesmo esforço e semblante de seu orientador.
Situação bastante engraçada, não muito diferente do vídeo abaixo, uma sessão com uma fonoaudióloga (a que tudo indica) onde um rapaz tenta exaustivamente falar a frase ‘O jardineiro é Jesus e as árvores somos nós‘. É incrível as variações que surgem dessa frase e principalmente a intervenção de um homem de voz grossa e tom de comando que depois de dar uma ‘bronca’ faz o rapaz acertar mais são merecedores de risos. Veja:

‘É que tem hora que dá um cãimbra aqui que enrola tudo…’

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Safety Dance

 

Nada como se surpreender com algo que você não gosta. Sua expectativa sobre o material que cai nas suas mãos já é tão pequena que qualquer coisa acaba despontando e surpreendendo. Nunca pus fé nessa série de TV estadunidense ‘Scrubs‘, uma sátira à febre ‘Plantão Médico’, de séries que diferentemente do original E.R. (excelente drama), são inodoras e insípidas, como a Strong Medicine.

Eis que passeando pelo YouTube, tropeço com este trecho de Scrubs:

Transcrição adaptada:

Ela: E se tivermos uma filha e ela quiser por piercing nas orelhas ?
Ele: Irrelevante ! Não teremos uma filha.
Ela: Ok, e se tivermos um filho que quer fazer aulas de dança enquanto todos os amigos dele estão jogando futebol ?
Ele: Ele pode dançar se ele quiser…
Ele: Pode deixar os amigos dele para trás / Pois seus amigos não dançam / E se eles não dançam / Bem, eles não são meus amigos.
(Em inglês: ‘Cause your friends don’t dance / and if they don’t dance / Well they’re no friends of mine)
Ele: S… A… F… E..
(no bar)
Ela: … então eu disse ‘Se nosso filho quiser fazer aulas de dança em vez de jogar futebol com os amigos ?‘ e Turke fugiu cantando ‘Safety Dance’

Enfartei de rir :P A resposta do Turke é na verdade o trecho de uma música chamada Safety Dance, um hit dos anos 80 executado pelo grupo Men Without Hats. Ela está presente em um single de mesmo nome. Música que de acordo com a Wikipedia, não foi referenciada apenas na série Scrubs: Futurama, Simpsons, Beavis & Butthead, That’s 70s show e até uma propaganda da Volkswagen utilizaram o groove da música que corta as amizades que não bailam.

Eu ainda um dia escaparei de uma briga conjugal cantando um hit dos anos 80. Aplausos para os roteiristas que encaixaram perfeitamente uma música a um contexto cênico. Bem, deixo vocês então com o clipe original da música:

Alanis Morissette dando uma boa lição

Esse simples vídeo feito pela Alanis Morissette me fez sair da inércia e voltar a blogosfera. O mercado fonográfico estadunidense está repleto de uma vertente black-music-amelódica-hip-hop-rap que atingiu até os artistas mais desprovidos de melanina como Justin Timberlake.

Umas músicas macarrônicas, incompreensíves e inassobiáveis (viva o neologismo) floreadas com clipes de requebrados sinuosos e anti-ergonômicos. Sem contar nas exibições de luxúria e riqueza dos rappers que colaboram com samples na música ou apenas ficam gesticulando no vídeo fazendo uma pose de uma mistura de gangster com Don Juan.

Mas vamos ao tal vídeo:

Hm, não reconheceu a música ? Prestou atenção na letra ? Independente da resposta, eis a música original executada pelos seus intérpretes originais:

Sim, Alanis gravou ‘My Humps‘ do Black Eyed Peas. Como o vídeo é bem fresco, ainda não teve repercussão, não sei dizer muito a respeito de como/quando/etc. Mas certamente não deve sair em algum álbum pois é uma sátira muito bem feita pela Morissette a essa linhagem black-music-amelódica-hip-hop-rap pois nos EUA praticamente não se vende mais nada que não seja desse estilo.

A letra da música na versão da Alanis ficou intocada. Só ganhou um arranjo típico da discografia da artista. Mas ouvir ‘My Humps‘ em outro compasso e sem um intenso estímulo dançante evidencia a banalidade da letra da música e a excessiva conotação sexual desse gingado que já foi hit nas paradas de sucesso. Marketing viral ou não, brincadeira inocente ou não, ainda assim me parece um testemunho artístico que clama ‘ei, essa música que vocês estão fazendo é péssima‘. Duvida ? Leia você mesmo a tradução da música para o português. Alanis não poderia ter escolhido outra música melhor. A sátira não está só no arranjo da roupa mas também nos gestos, coreografias e figurino de ‘menina má’ que Morissette apresenta no vídeo: mistura tão incompatível com o estilo da intérprete que por si só é risível para quem a conhece.

E essa queixa da Alanis Morissette não fica da cintura para cima do nosso planeta. Cá em terras brasileiras Tom Zé intrigado com essa juventude que ouve algo que talvez seja música mas certamente não é canção resolveu então fazer um álbum de acordo com esses preceitos. O resultado é o disco Danc – Êh – Sá, com músicas de batidas fortes e vocais de palavras sem sentido. Como disse Chico Buarque apud Tom Zé no ‘Programa do Jô’ (entrevista incompleta), ‘a canção morreu’: é o fim da melodia.

Mas há sim algumas coisas boas para se tirar do baú black-music-amelódica-hip-hop-rap. Aponto unicamente – por falta de lembrança de outros exemplos – a música She’s a man eater da Nelly Furtado (veja a letra e a tradução). Não tenho técnica musical o suficiente para argumentar o por que da escolha, mas suspeito da boa qualidade do backing vocal e da letra que é um bem humorado resgate de tema da música quase homônima e clássica dos anos 80 gravada pelos Hall & Oats (veja a letra). Música essa que reside na categoria ‘aquelas que todo mundo conhece e ninguém sabe o nome‘.

Por hoje é só pessoal.